A aclamada série House of Cards estreou pela Netflix em 2013 com a proposta de adaptar a mini série inglesa de mesmo nome, lançada em 1990, para o cenário e público americano. Enquanto a mini série original apresenta a batalha burocrática pela substituição de Margaret Thatcher no parlamento, a versão americana acompanha a escalada (um tanto controversa e polêmica) de Frank e Claire Underwood no cenário político estadunidense.
Para o público brasileiro a burocracia do governo e o sistema eleitoral apresentada pela série pode parecer confusa, pois é bem diferente da qual estamos acostumados, mas pode se mostrar um ótimo exercício para entender como o sistema político norte-americano funciona.
Partindo da posição ocupada pelos personagens (Frank, por exemplo, é o lider do partido Democrata no Congresso e representa a Carolina do Sul, foi prometido a ele o posto de Secretário de Estado) na primeira temporada temos uma primeira noção das funções e cargos ocupados dentro dos sistemas executivo e legislativo. Um dos principais pontos apresentados pela série é de que o governo não é algo impessoal, natural e imutável, pois depende muito de quem ocupa os cargos e, principalmente, das disputas políticas dentro do aparelho estatal. Com o decorrer da série acompanhamos a ascensão e queda de diversos personagens (Frank assume a posição de vice e de presidente sem ser eleito) e começamos a entender melhor o espectro político.
A série também passa por eleições (a pesar de por em questão a sua real importância, sendo diversas vezes ignorada) e com o decorrer dos episódios podemos acompanhar com certa fidelidade como funcionam as campanhas eleitorais, os debates, o sistema de bipartidarismo e diversos outros aspectos, desde as eleições locais para o congresso e o senado até as eleições presidenciais. Durante esse processo podemos identificar bem os conflitos e diálogos entre os três poderes e a apresentação de outros fatores não institucionais, mas dos quais a série faz questão de mostrar sua necessidade e influência, como auxílio econômico e a atuação da imprensa, além da diplomacia nos conflitos internacionais.
Em suma, as seis temporadas de House of Cards são um ótimo material para compreender a política americana, ainda que a série conte com artifícios ficcionais para a trama, nos apresenta uma versão plausível dos acontecimentos dentro das possibilidades dadas pela constitiução do sistema político em que está inserida. A série entrega uma ótima visão narrada diretemente ao espectador dos conflitos e do funcionamento burocrático do castelo de cartas em Washington DC.
House of Cards (2013-2018) foi produzida por Beau Willimon e David Fincher, venceu diversos prêmios, entre eles o Globo de Ouro de melhor atriz (2014) e melhor ator (2015) e está disponível na Netflix.
Para o público brasileiro a burocracia do governo e o sistema eleitoral apresentada pela série pode parecer confusa, pois é bem diferente da qual estamos acostumados, mas pode se mostrar um ótimo exercício para entender como o sistema político norte-americano funciona.
Partindo da posição ocupada pelos personagens (Frank, por exemplo, é o lider do partido Democrata no Congresso e representa a Carolina do Sul, foi prometido a ele o posto de Secretário de Estado) na primeira temporada temos uma primeira noção das funções e cargos ocupados dentro dos sistemas executivo e legislativo. Um dos principais pontos apresentados pela série é de que o governo não é algo impessoal, natural e imutável, pois depende muito de quem ocupa os cargos e, principalmente, das disputas políticas dentro do aparelho estatal. Com o decorrer da série acompanhamos a ascensão e queda de diversos personagens (Frank assume a posição de vice e de presidente sem ser eleito) e começamos a entender melhor o espectro político.
A série também passa por eleições (a pesar de por em questão a sua real importância, sendo diversas vezes ignorada) e com o decorrer dos episódios podemos acompanhar com certa fidelidade como funcionam as campanhas eleitorais, os debates, o sistema de bipartidarismo e diversos outros aspectos, desde as eleições locais para o congresso e o senado até as eleições presidenciais. Durante esse processo podemos identificar bem os conflitos e diálogos entre os três poderes e a apresentação de outros fatores não institucionais, mas dos quais a série faz questão de mostrar sua necessidade e influência, como auxílio econômico e a atuação da imprensa, além da diplomacia nos conflitos internacionais.
Em suma, as seis temporadas de House of Cards são um ótimo material para compreender a política americana, ainda que a série conte com artifícios ficcionais para a trama, nos apresenta uma versão plausível dos acontecimentos dentro das possibilidades dadas pela constitiução do sistema político em que está inserida. A série entrega uma ótima visão narrada diretemente ao espectador dos conflitos e do funcionamento burocrático do castelo de cartas em Washington DC.
House of Cards (2013-2018) foi produzida por Beau Willimon e David Fincher, venceu diversos prêmios, entre eles o Globo de Ouro de melhor atriz (2014) e melhor ator (2015) e está disponível na Netflix.

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